A dose certa para punir, pacificar e progredir
A aprovação do projeto de lei da dosimetria, mais do que uma medida jurídica, revela a urgência de uma agenda nacional voltada ao apaziguamento político, condição indispensável para que o Brasil possa retomar seu ciclo de desenvolvimento.
Como lembra a referência bíblica de Romanos 12:18, “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”, a construção de consensos é caminho para sociedades que desejam amadurecer.
A história demonstra que países capazes de superar tensões internas avançam mais rapidamente.
A Espanha da transição democrática, após décadas de conflito, só conseguiu consolidar seu Estado de bem-estar quando criou um ambiente de confiança entre diferentes correntes ideológicas. Hoje, é a nação que mais cresce na Europa.
A África do Sul pós-apartheid, ao estruturar mecanismos de reconciliação nacional, abriu espaço para reformas profundas e ampliação de políticas sociais.
O Chile, depois de períodos de forte polarização, vive um ciclo de expansão econômica que permitiu investimentos duradouros em educação e redução da pobreza.
Esses exemplos revelam que sociedades que resolvem suas fraturas acumulam energia política para crescer. O Brasil precisa dessa energia.
Num ambiente pacificado, políticas de longo prazo, como reformas tributárias progressivas, melhorias no sistema educacional e de saúde pública, ganham continuidade.
A estabilidade reduz a volatilidade econômica e aumenta a capacidade do Estado de planejar e impulsionar programas de renda, habitação, mobilidade, segurança alimentar e empregos.
Além disso, quando a agenda pública deixa de ser dominada por crises, mais recursos podem ser direcionados ao bem-estar coletivo.
A diversidade ideológica, longe de ser um obstáculo, torna-se uma força de construção conjunta quando mediada por instituições sólidas e por um espírito de cooperação.
É nesse contexto que reafirmo um compromisso pessoal e inabalável: sou defensor do Estado Democrático de Direito. São princípios inegociáveis e irrevogáveis que sempre nortearam a minha vida pública. Qualquer avanço precisa estar ancorado nessas bases éticas e institucionais.
Apaziguar a nação não significa apagar diferenças, mas transformá-las em diálogo produtivo. Significa garantir que o país avance com serenidade, segurança jurídica e confiança.
O Brasil tem potencial para trilhar esse caminho, e cada gesto de estabilidade é uma semente plantada em direção a um futuro mais próspero, justo, democrático e pacificado.